segunda-feira, 28 de abril de 2025

Português para concurso - Ensino Médio. Banca Idecan

 Texto para as questões de 1 a 12.


Estive pensando muito na fúria cega com que os homens se atiram à caça do dinheiro. É essa a causa principal dos dramas, das injustiças, da incompreensão da nossa época. Eles esquecem o que têm de mais humano e sacrificam o que a vida lhes oferece de melhor: as relações de criatura para criatura. De que serve construir arranha-céus se não há mais almas humanas para morar neles? 

Quero que abras os olhos, Eugênio, que acordes enquanto é tempo. Peço-te que pegues a minha Bíblia que está na estante de livros, perto do rádio, leias apenas o Sermão da Montanha. Não te será difícil achar, pois a página está marcada com urna tira de papel. Os homens deviam ler e meditar esse trecho, principalmente no ponto em que Jesus nos fala dos lírios do campo, que não trabalham nem fiam, no entanto nem Salomão em toda a sua glória jamais se vestiu como um deles. 

Está claro que não devemos tomar as parábolas de Cristo ao pé da letra e ficar deitados à espera de que tudo nos caia do céu. É indispensável trabalhar, pois um mundo de criaturas passivas seria também triste e sem beleza. Precisamos, entretanto, dar um sentido humano às nossas construções. E quando o amor ao dinheiro, ao sucesso, nos estiver deixando cegos, saibamos fazer pausas para olhar os lírios do campo e as aves do céu. 

(Érico Veríssimo)


1. Acerca da composição do fragmento de Olhai os lírios do campo, é correto afirmar que se utiliza de uma linguagem: 

a) lírica, cujo enredo é contado por um narrador heterodiegético. 

b) literal, cujo enredo é contado por um narrador homodiegético. 

c) poética, cujo enredo é contado por um narrador autodiegético. 

d) ora literária, ora literal, cujo enredo é contado por um narrador autodiegético.


2. Assim como o termo destacado em “De que serve construir arranha-céus...” (linha 3), identifique a alternativa, a qual também apresenta um vocábulo formado por justaposição. 

a) Planalto 

b) Pontapé 

c) Subgerente 

d) Anti-inflamatório


3. Em “Peço-te que pegues a minha Bíblia...” (linha 5), a estrutura verbal destacada, quando transposta para a segunda pessoa do plural do pretérito mais-que-perfeito, corresponde a: 

a) “Vós pegaríeis”. 

b) “Vós pegáveis”. 

c) “Vós pegáreis”. 

d) “Vós pegueis”.


4. A oração subordinada destacada no período “Estive pensando muito na fúria cega com que os homens se atiram à caça do dinheiro” (linha 1), é classificada como: 

a) adjetiva restritiva. 

b) adverbial consecutiva. 

c) substantiva objetiva indireta. 

d) substantiva completiva nominal.


5. Tendo por base as funções das classes gramaticais, analise a correlação termo destacado/função morfológica entre colchetes para assinalar a alternativa correta. 

a) “...um mundo de criaturas passivas seria também triste e sem beleza. (linha 10) [adjetivo] 

b) “...se não há mais almas humanas para morar neles?...” (linhas 3 e 4) [substantivo] 

c) “...e sacrificam o que a vida lhes oferece de melhor...” (linhas 2 e 3) [conjunção] 

d) “Eles esquecem o que têm de mais humano.” (linha 2) [pronome]


6. Na passagem “Não te será difícil achar...” (linha 6), a colocação pronominal destacada: 

a) infringe à norma-padrão das regras da próclise. 

b) está conforme as regras do uso da próclise. 

c) infringe à norma-padrão das regras da ênclise. 

d) está conforme as regras do uso da ênclise.


7. A regência verbal trata-se da relação que se estabelece entre os verbos e os termos que os complementam ou os circunstanciam. Tendo por base essa definição, marque o item em que o verbo destacado está corretamente classificado entre colchetes. 

a) “...o que a vida lhes oferece de melhor: as relações de criatura para criatura” (linhas 2 e 3) [verbo bitransitivo] 

b) “...não há mais almas humanas para morar neles?” (linhas 3 e 4) [verbo transitivo indireto] 

c) “...para olhar os lírios do campo e as aves do céu.” (linha 12) [verbo intransitivo] 

d) “...que acordes enquanto é tempo.” (linha 5) [verbo transitivo direto]


8. A referenciação faz parte do processo de organização coesiva de um texto, como o que se apresenta em destaque no excerto: 

“Eles esquecem o que têm de mais humano e sacrificam o que a vida lhes oferece de melhor: as relações de criatura para criatura.” (linha 2 e 3) Portanto, o trecho destacado, trata-se de um(a): 

a) elipse. 

b) dêitico. 

c) anáfora. 

d) catáfora.


9. Na passagem: “Quero que abras os olhos, Eugênio, que acordes enquanto é tempo...” (linha 5), o uso das vírgulas, isolando o termo destacado, justifica-se em decorrência do referido vocábulo apresentar função:

a) referencial.

b) explicativa. 

c) interpelativa .

d) especificadora.


10. Observe-se o verbo destacado no trecho: 

“De que serve construir arranha-céus se não mais almas humanas para morar neles?” (linhas 3 e 4). 

Respeitando a sintaxe de concordância, identifique a alternativa, a qual também pode ser substituído pelo verbo destacado. 

a) “De que serve construir arranha-céus se não existem mais almas humanas para morar neles?”. 

b) “De que serve construir arranha-céus se não existe mais almas humanas para morar neles?” 

c) “De que serve construir arranha-céus se não têm mais almas humanas para morar neles?”. 

d) “De que serve construir arranha-céus se não tem mais almas humanas para morar neles?”.


11. Segue a mesma regra do plural de arranha-céus, o vocábulo: 

a) saca-rolhas. 

b guarda-chuva. 

c) bomba-relógio. 

d) guarda-noturno.


Tendo por base os conectivos destacados nos períodos.

[1] “É indispensável trabalhar, pois um mundo de criaturas 

passivas seria também triste e sem beleza.”; 

[2] “Precisamos, entretanto, dar um sentido humano às 

nossas construções.”. 

12. Respectivamente, afirma-se que as conjunções destacadas introduzem 

a) uma oração conclusiva e outra adversativa. 

b) uma oração explicativa e outra conclusiva 

c) uma oração explicativa e outra adversativa. 

d) uma oração conclusiva e outra explicativa



Português para concurso - Ensino Médio. Banca Instituto Verbena

 Leia o Texto 1 para responder às questões de 01 a 04. 

Texto 1 

 Geração Alpha é o nome dado para quem nasceu desde 2010, e ainda vai nascer até 2025. Eles sucedem a Geração Z, que veio à luz entre 1997 e 2009. Enquanto boa parte da Geração Z não teve contato com smartphones nos primeiros anos da infância, os alphas passaram por sua lavagem cerebral, digamos assim, logo na saída do útero. 

 Nos EUA, 90% das crianças com 1 ano têm contato com tablets e smartphones. E uma pesquisa, de 2019 com 3 mil crianças ao redor do mundo, detectou que a profissão mais desejada pelos pequenos ao crescer era a de YouTuber. 

 Além disso, os alphas também são mais propensos a crescer em configurações familiares menos tradicionais, com famílias inter-raciais, homoafetivas ou com mães e pais solos – uma revolução de proporções históricas. 

 A moda de dividir os seres humanos em safras, diga-se, pegou quando os nascidos nos EUA na prosperidade do pós guerra, entre 1946 e 1964, ganharam o rótulo de baby boomers (explosão de bebês). As outras denominações (Geração X, Y, Z, alpha) foram vindo na sequência. 

 Mas vale lembrar que isso não é ciência. Não é possível dizer que alguém nascido em 1998 difere grande coisa de quem veio ao mundo em 1995. Porém, a divisão tem sua utilidade na hora de analisar tendências da sociedade para o longo prazo.

(Bruno Carbinato)


1. Na situação comunicativa em que se insere, o texto tem a função social de: 

a) descrever de modo detalhado um episódio particular. 

b) contar uma história por meio do uso de técnicas literárias. 

c) impor regras e princípios para o uso de rótulos específicos. 

d) expor informações e opiniões sobre um determinado tema.


2. De acordo com o texto, a divisão humana em “safras” ou gerações, iniciada no período pós-guerra:

a) é considerada fruto de estudos realizados na área de ciências exatas. 

b) causa dúvidas por não haver consenso sobre o ano de início de cada geração. 

c) contribui para compreender fenômenos sociais em faixas etárias distintas. 

d) expõe de modo equivocado características de quem nasceu em certo ano.


3. No primeiro parágrafo, o trecho “Enquanto boa parte da geração Z não teve contato com smartphones nos primeiros anos da infância, os alphas passaram por sua lavagem cerebral, digamos assim, logo na saída do útero”, é um argumento: 

a) histórico. 

b) de autoridade. 

c) de exemplificação. 

d) por comparação.


4. No trecho “Geração alpha é o nome dado para quem nasceu desde 2010, e ainda vai nascer até 2025”, o pronome “quem” é retomado pelo mecanismo denominado de: 

a) repetição. 

b) elipse. 

c) substituição. 

d) coesão lexical.


 Texto 2 

A conexão do aluno deve ser com a escola, não com o celular. Esse é o lema da Prefeitura do Rio de Janeiro para o início do ano letivo na rede municipal. A volta às aulas traz novidades: o uso do telefone está proibido. 

Desde agosto do ano passado, os estudantes só podiam pegar aparelhos nos intervalos. Mas agora um decreto do prefeito Eduardo Paes ampliou essa proibição — o celular está vetado no horário de aula, durante o recreio e fora da sala quando houver explanação do professor e realização de trabalhos individuais ou em grupo. 

Os smartphones devem ficar na mochila ou na bolsa, desligados ou em modo silencioso. Sequer a vibração é permitida. Exceções estão previstas para casos específicos, como alunos com deficiência ou em situações de força maior – como doença. 

Os pais aprovaram a intervenção. Não à toa, a consulta pública realizada pela Secretaria Municipal de Educação do Rio, entre dezembro e janeiro, recebeu 10.437 contribuições, sendo 83% favoráveis à proibição. 

(EDITORA 3. Celular na escola: usar ou não usar?)


5. Da leitura do texto, infere-se que: 

a) o uso de celular durante todo o período de permanência na escola já estava proibido desde agosto do ano anterior. 

b) os pais e/ou responsáveis por alunos da rede municipal discordam do decreto do prefeito por não terem sido consultados. 

c) a proibição do celular se restringe aos momentos de explanação do professor e realização de trabalhos pelos alunos. 

d) o lema da prefeitura sugere que os estudantes estavam mais conectados ao celular do que ao ambiente escolar.


6. No trecho “Os smartphones devem ficar na mochila ou bolsa, desligados ou em modo silencioso”, o termo “desligados” é classificado morfologicamente e sintaticamente, respectivamente, como: 

a) adjetivo e predicativo do sujeito. 

b) advérbio e objeto indireto. 

c) adjetivo e complemento nominal. 

d) advérbio e objeto direto.


7. Em “A volta às aulas traz novidades: o uso do telefone está proibido”, em relação à primeira, a segunda oração é classificada, pela gramática normativa, como subordinada substantiva:

a) completiva nominal. 

b) apositiva. 

c) predicativa. 

d) objetiva direta.


8. No último parágrafo, a locução adverbial “Não à toa” pode ser substituída, sem prejuízos para a construção de sentido do texto, por: 

a) “Não sem motivo”. 

b) “Gratuitamente”. 

c) “Desnecessariamente”. 

d) “Ao acaso”.


Leia o Texto 3 para responder às questões 09 e 10. 


Texto 3

9. A partir da combinação entre linguagem verbal e informações visuais, o objetivo da charge é: 

a) satirizar o conflito entre diferentes gerações causado por mudanças linguísticas. 

b) denunciar o emprego indevido do símbolo gráfico “arroba” na área de informática. 

c) desaprovar o uso de gírias e estrangeirismos na fala dos símbolos gráficos. 

d) ironizar o fato de a “arroba” detestar chamar a “hashtag” por outro nome.


10. Na charge, a fala da “arroba” é um exemplo de linguagem:

a) arcaica. 

b) regional. 

c) informal. 

d) rebuscada.




Português para concurso - Nível Superior. Banca Idecan

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